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O vicio do destralhe: um erro dos minimalistas

Desapegar é muito, muito bom. É gratificante ver o quanto de espaço vai sendo “criado” em nossa casa, é satisfatório ver tudo organizado com cada coisa em seu lugar, é prazeroso ver a alegria de outras pessoas recebendo nossos desapegos e é recompensador sentir a energia fluindo em nossa vida quando eliminamos aquilo que não precisamos.

Todo esse sentimento que envolve o desapego é contagiante e o natural é, querer, cada vez, mais, continuar a senti-los.

Eu mesma tenho o hábito de quando estou ansiosa ou entediada, começar a revisitar todos os cômodos e armários da minha casa em busca do que pode ser destralhado. E é uma delícia juntar aquela pilha de itens que eu não sinto mais necessidade de ter.

E quando não temos mais o que desapegar e começamos a olhar para o que o outro “deveria” destralhar? 

O grande erro é quando essa sensação se torna um vício. Em tudo na vida o segredo é o equilíbrio e quando passamos desse ponto, torna-se radicalismo.

Podemos sim orientar as pessoas que nos cercam sobre os benefícios e vantagens dessa linda filosofia, mas nunca chegar no nível de ser radical a ponto de afastar as pessoas e viver sem nada ou ninguém.

Muitos minimalistas mergulham de cabeça nos preceitos e filosofias desse estilo de vida e acabam se desfazendo de quase tudo (móveis, casa, emprego..) acreditando ser a chave da realização pessoal. E dessa forma, acabam se arrependendo de alguns movimentos feitos e precisam se reconstruir.

Continue a desapegar sim, mas com moderação e com a certeza do propósito por trás dessa ação, não permitindo gerar prejuízo na sua vida.

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