Como alguém que gosta de minimalismo, viver nos Estados Unidos é um exercício constante de consciência. Realmente, este é o país do consumismo.
Não é uma regra, mas, de forma geral, as casas aqui são muito grandes e espaçosas, com bastante armários, closets e despensa. Segundo um dado de 2023, a casa média americana tem por volta de 225 m², mais do que o dobro do tamanho de muitas casas e apartamentos em outros países, inclusive do Brasil.
O espaço de armazenamento é algo que surpreende, especialmente a pantry (despensa) e os closets de vestuário e closets de roupa de cama – sim, são armários diferentes – e todos são embutidos na marcenaria da casa.

Ou seja, espaço para guardar coisas não costuma ser o problema. Ainda assim falta espaço. Como?
Os americanos são, obviamente, grandes consumidores. E, quando o consumo é alto, nem uma casa enorme dá conta de tanta coisa. A garagem, que poderia ser só para os carros, vira depósito de caixas, enfeites, equipamentos e tralhas que quase nunca são usadas, enquanto os carros ficam na calçada de entrada da casa.
Mesmo com casas grandes e garagens lotadas, muitas vezes isso ainda não é suficiente. A solução mais comum não é se desfazer do que não se usa, e sim criar mais espaço para o excesso. É aí que entram os famosos galpões de self storage, alugados para manter a bagunça fora de casa.
Em teoria, é espaço de sobra, mas na prática, o que acontece é que esse espaço extra vira convite para acumular ainda mais. Vamos abordar esse tema no próximo texto.
No fim das contas, pra mim, o principal é aproveitar o espaço da casa para ter conforto, não acúmulo. Pasmem, eu tenho closets vazios em casa! Não é por ter espaço disponível que sinto a necessidade de transformar cada cantinho livre em mais um lugar para guardar o que não preciso.

