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Estados Unidos: o país do consumismo – As decorações temáticas

Se tem uma coisa que os americanos sabem fazer bem é entrar no clima de cada data comemorativa. Aqui, não é só o Natal que ganha destaque: Halloween, Páscoa, 4 de Julho, outono, primavera, temporada de futebol… cada época do ano parece ter uma “roupa oficial” para a casa.

Pelas ruas, as varandas ficam cheias de guirlandas, bandeirinhas, abóboras, coelhos, laços, luzinhas, infláveis gigantes e placas com frases temáticas. Dentro de casa, panos de prato, capas de almofada, arranjos de flores, bibelôs e até o cheiro das velas mudam conforme a estação.

É lindo de ver. As casas ficam encantadoras, as crianças se divertem, os vizinhos passeiam só para apreciar as fachadas. E as lojas surfam essa onda: meses antes da data, já existem corredores inteiros de enfeites, todos chamando pelo seu carrinho de compras. 

A diferença que sinto em relação ao Brasil é essa ideia de redecorar a casa inteira a cada tema. No Brasil, vemos algo mais intenso no Natal; aqui, o calendário inteiro vira motivo para trocar capas de almofada, enfeites de porta, louça temática e até a cor das luzes externas.

E, claro, tudo isso precisa ser guardado em algum lugar. Normalmente, as decorações vão para caixas plásticas etiquetadas, empilhadas na garagem, no sótão ou até em self storages. É quase como se a casa tivesse um guarda-roupa extra só de enfeites, trocado algumas vezes por ano.

De um lado, admiro o carinho com que as pessoas decoram e o clima gostoso que isso cria na vizinhança. De outro, penso no espaço, no dinheiro e na energia investidos em itens que passam a maior parte do tempo fechados em caixas, esperando a próxima temporada.

No fim, as decorações temáticas criam momentos lindos e cheios de significado, mas também alimentam um ciclo constante de comprar, guardar e substituir. O desafio é encontrar um meio-termo, apreciar as tradições, escolher poucos itens que realmente façam sentido e não sentir que, a cada nova data, a casa precisa virar uma vitrine de loja.

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